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Tragédia no Himalaia ultrapassa mil mortos e deixa milhares desaparecidos

Foto do escritor: vini M1L GR4U
vini M1L GR4U
1 de set.
3 min de leitura

As enchentes e deslizamentos que atingiram a região do Himalaia, na fronteira entre o Nepal e o Tibete, já deixaram mais de mil mortos e milhares de pessoas desaparecidas. O desastre começou em 26 de agosto e provocou uma enorme onda de água, gelo, pedras e lama, destruindo comunidades inteiras e parte da infraestrutura da região.


No Nepal, o balanço mais recente aponta 1.050 corpos recuperados e 3.916 pessoas desaparecidas. Cerca de 11.814 pessoas já foram resgatadas, enquanto mais de 21 mil integrantes das forças de segurança participam das operações. Cerca de 1,6 milhão de pessoas foram afetadas pela tragédia em diferentes regiões do país.


Como aconteceu a tragédia

O desastre teve início após o colapso de uma estrutura de gelo e rocha nas montanhas. A massa de água e detritos desceu pelos rios Bhote Koshi e Trishuli, atingindo cidades, estradas, pontes e instalações de geração de energia.


Segundo a Reuters, aproximadamente 2,2 milhões de toneladas de detritos foram espalhadas pela região. A força da água também destruiu acessos importantes entre Nepal e China, dificultando a chegada das equipes de emergência.


Buscas se concentram em usinas hidrelétricas

Uma das maiores preocupações das autoridades são os trabalhadores de usinas hidrelétricas atingidas pelas enchentes. Centenas de pessoas continuam desaparecidas e podem estar presas em túneis tomados por lama e detritos.


Em uma das instalações, cerca de 500 pessoas podem ter ficado presas. Equipes do Nepal, China e Índia utilizam escavadeiras, helicópteros, drones e pontes provisórias para tentar alcançar as áreas destruídas.


Estrangeiros estão entre os desaparecidos

Entre os desaparecidos no Nepal estão centenas de estrangeiros. O governo informou que cerca de 590 pessoas de 39 nacionalidades ainda não foram localizadas.


A polícia nepalesa também pediu que familiares de pessoas desaparecidas forneçam amostras de DNA e fotografias para ajudar na identificação dos corpos encontrados.


Corpos foram encontrados na Índia

A dimensão da enchente ultrapassou as fronteiras do Nepal. Autoridades indianas recuperaram 17 corpos em rios que recebem águas vindas do território nepalês. Os corpos ainda precisam ser identificados e não fazem parte do balanço oficial de mortos do Nepal.


Situação no Tibete

No lado tibetano, administrado pela China, as autoridades informaram 16 mortes e 546 desaparecidos. Somados aos números do Nepal, o balanço oficial dos dois lados ultrapassa 1.066 mortos e 4.400 desaparecidos.


Ativistas tibetanos questionam os números divulgados pela China e afirmam que a dimensão da tragédia pode ser maior. Até o momento, porém, não existe uma contagem independente que confirme um número superior ao informado oficialmente.


A situação também permanece complicada no acesso à fronteira. Equipes chinesas trabalham para reconstruir o último trecho da estrada que leva ao posto de Gyirong, enquanto fortes correntezas e encostas instáveis dificultam as obras.


Número de vítimas ainda pode aumentar

Com diversas áreas ainda isoladas e milhares de pessoas desaparecidas, as autoridades acreditam que o número de vítimas poderá mudar conforme as equipes avançarem nas buscas.


Além de localizar sobreviventes, os socorristas precisam identificar corpos e levar alimentos, medicamentos e outros suprimentos às comunidades que ficaram sem acesso por causa da destruição de estradas e pontes.


O desastre também aumentou o debate sobre os efeitos das mudanças climáticas no Himalaia. Cientistas alertam que o aumento das temperaturas pode acelerar o derretimento das geleiras e deixar regiões montanhosas mais vulneráveis a deslizamentos e enchentes de grande intensidade.


As operações de busca e resgate continuam nesta terça-feira, enquanto Nepal, China e equipes internacionais tentam alcançar as áreas mais afetadas e descobrir a dimensão completa da tragédia.

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