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Tornado atinge cidades do Rio Grande do Sul, deixa feridos e provoca destruição

  • Foto do escritor: vini M1L GR4U
    vini M1L GR4U
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

Um tornado atingiu a região Noroeste do Rio Grande do Sul na tarde desta terça-feira (28), provocando destruição em pelo menos três cidades. O fenômeno passou pelos municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, deixando um rastro de danos, quatro pessoas feridas e dez famílias desalojadas.


Imagens registradas por moradores mostram a força do tornado e o desespero de quem presenciou o fenômeno. Vídeos que circulam nas redes sociais revelam a intensidade dos ventos, enquanto fotos registram casas destruídas, postes e árvores derrubados, além de moradores avaliando os prejuízos.


Em Giruá, quatro propriedades foram atingidas. Segundo a coordenadora municipal da Defesa Civil, Marieli Dalla Costa, uma avaliação detalhada dos estragos foi iniciada nesta quarta-feira (29). Tornado não foi detectado pelo sistema de monitoramento


De acordo com a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, o tornado não foi identificado pelo sistema de monitoramento meteorológico. Apesar da emissão de um alerta laranja para tempestades severas na região, o radar utilizado estava localizado em Chapecó (SC), a mais de 300 quilômetros do local do fenômeno.


A Defesa Civil explicou que, devido à distância, o feixe mais baixo do radar monitorava uma altitude superior a 4,5 quilômetros sobre a área atingida, o que impossibilitou detectar a rotação próxima ao solo característica da formação de um tornado. Fenômeno estava associado a uma supercélula


Segundo a Defesa Civil, o tornado foi provocado por uma supercélula, um tipo de tempestade caracterizada por uma corrente ascendente giratória, conhecida como mesociclone. Essas tempestades são consideradas as mais intensas e podem produzir granizo de grande porte, rajadas de vento extremamente fortes e, em alguns casos, tornados.


Especialistas explicam que os tornados se formam quando há forte instabilidade atmosférica combinada com o chamado cisalhamento do vento, situação em que ventos sopram em diferentes direções e velocidades conforme a altitude. Esse processo gera uma coluna de ar em rotação que, ao tocar o solo, passa a ser classificada como tornado.


A intensidade desses fenômenos é medida pela Escala Fujita Aprimorada (EF), que varia de EF0, com danos leves, até EF5, quando os ventos podem ultrapassar os 500 km/h. A classificação oficial do tornado registrado no Rio Grande do Sul ainda não foi divulgada.


As autoridades seguem monitorando a região e prestando assistência às famílias afetadas, enquanto equipes trabalham no levantamento completo dos prejuízos causados pela passagem do fenômeno.

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