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Mairiporã analisa nova regra para Zona Azul com possibilidade de regularização após uso da vaga

Foto do escritor: vini M1L GR4U
vini M1L GR4U
17 de ago.
2 min de leitura

Um projeto de lei apresentado na Câmara Municipal de Mairiporã prevê mudanças nas regras do estacionamento rotativo pago da cidade. A proposta, lida durante a sessão realizada na terça-feira (11), estabelece a possibilidade de o motorista regularizar o uso irregular de uma vaga da Zona Azul por meio de uma tarifa de pós-utilização, antes que seja lavrado um auto de infração de trânsito.


Pela proposta, quem estacionar em uma vaga do sistema sem realizar a ativação correspondente poderá regularizar a situação em até sete dias úteis. Caso o pagamento seja feito dentro desse período, o uso irregular não será caracterizado como infração de trânsito.


A medida, no entanto, não significa que o motorista poderá permanecer indefinidamente na vaga. O projeto mantém a necessidade de respeitar as regras de rotatividade e o tempo máximo de permanência, além de preservar a possibilidade de outras medidas administrativas quando houver descumprimento das normas.


Multa continuará sendo responsabilidade do poder público

Outro ponto destacado na proposta é a divisão entre as funções da empresa responsável pela operação da Zona Azul e a fiscalização de trânsito.


A concessionária poderá identificar situações de uso irregular e realizar a cobrança da tarifa de regularização, mas não terá competência para aplicar multas de trânsito. A lavratura de autos de infração continuará sendo atribuição exclusiva da autoridade municipal de trânsito.


Na prática, o projeto cria uma etapa anterior à aplicação da penalidade: primeiro, o motorista teria a oportunidade de regularizar o estacionamento dentro do prazo previsto. Se não fizer isso, poderá ficar sujeito às medidas previstas na legislação de trânsito.


Tecnologia poderá ser usada no controle das vagas

A proposta também prevê a utilização de recursos tecnológicos para acompanhar o funcionamento do estacionamento rotativo. Entre os mecanismos citados estão equipamentos eletrônicos, câmeras, sistemas automatizados e ferramentas de monitoramento capazes de identificar veículos e verificar a utilização das vagas.


A utilização de tecnologia não é novidade no sistema de estacionamento da cidade. Mairiporã já adotou, em anos anteriores, plataformas digitais para ativação das vagas e compra de créditos. Em 2018, por exemplo, o município implantou um sistema que permitia ao motorista utilizar aplicativo para escolher o período de estacionamento e realizar o pagamento.


Como funciona atualmente

As regras municipais já estabelecem limites para a permanência dos veículos nas áreas de estacionamento rotativo. Regulamentação publicada pela Prefeitura prevê, por exemplo, tempo máximo de duas horas na Zona Azul, sem possibilidade de prorrogação na mesma vaga. O sistema também possui área denominada Zona Verde, com regras próprias de permanência.


A legislação vigente também prevê mecanismos de regularização para situações de estacionamento em desacordo com as condições estabelecidas. Segundo regulamentação municipal, o pagamento de uma tarifa de regularização pode evitar determinadas consequências administrativas, sem afastar as penalidades previstas no Código de Trânsito quando cabíveis.



Projeto ainda precisa avançar na Câmara

A proposta apresentada em agosto ainda está em tramitação no Legislativo municipal. Por isso, as regras previstas no texto não representam uma mudança imediata para os motoristas.

O projeto ainda deverá passar pelas etapas de análise e votação previstas no processo legislativo. Caso seja aprovado e posteriormente sancionado, caberá ao município regulamentar a aplicação das novas regras e definir os procedimentos relacionados à tarifa de pós-utilização.


Até que haja aprovação e regulamentação, permanecem válidas as regras atualmente estabelecidas para o estacionamento rotativo de Mairiporã.

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