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Chuva em Mairiporã chega a 165 mm em três dias e supera quase duas vezes a média de setembro

Foto do escritor: vini M1L GR4U
vini M1L GR4U
há 2 dias
2 min de leitura

Volume registrado entre os dias 11 e 13 de setembro ficou 49% acima do previsto e ultrapassou o parâmetro de atenção utilizado pela Defesa Civil municipal


Mairiporã registrou 165 milímetros de chuva entre sexta-feira (11) e domingo (13), durante o último fim de semana. O volume ficou acima das previsões meteorológicas para o período, que indicavam aproximadamente 111 milímetros de precipitação.


Segundo levantamento publicado pelo Correio Juquery, o acumulado registrado foi cerca de 49% superior ao previsto. O volume também chama atenção quando comparado à média histórica de chuva para o mês de setembro em Mairiporã, estimada em aproximadamente 86 milímetros pela Climatempo.


Na prática, os 165 milímetros registrados em apenas três dias representam quase 1,9 vez a média de chuva esperada para todo o mês de setembro.


Volume ultrapassou parâmetro de atenção

O acumulado também supera o parâmetro de 80 milímetros em 72 horas previsto no Plano Preventivo da Defesa Civil de Mairiporã para acompanhamento de situações de maior atenção.


O Plano Preventivo de Defesa Civil do município aponta que Mairiporã possui 26 setores classificados como áreas de risco alto ou muito alto, conforme o mapeamento realizado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

Entre as regiões que aparecem no planejamento municipal estão áreas como Centro, Serra da Cantareira, Parque Náutico, Capoavinha e Terra Preta.


Solo encharcado mantém atenção mesmo após a chuva

O grande volume de água em um curto período aumenta a necessidade de acompanhamento das áreas suscetíveis a deslizamentos, escorregamentos, quedas de árvores e alagamentos.


A própria Prefeitura de Mairiporã informa que a Defesa Civil é responsável pelo monitoramento das áreas de risco mapeadas no município, além da realização de vistorias e avaliações estruturais em locais que possam apresentar risco à população. Entre as atividades também estão ações preventivas em taludes com possibilidade de deslizamento e atendimento a ocorrências envolvendo quedas de árvores.


Até o momento do fechamento desta reportagem, não havia sido localizada divulgação oficial de uma ocorrência de grande proporção em Mairiporã diretamente relacionada às chuvas do período, como deslizamentos com vítimas ou grandes interdições.


Mesmo assim, o volume registrado reforça a importância do monitoramento. Em períodos de chuva intensa, o solo pode permanecer saturado mesmo após a redução das precipitações, mantendo a necessidade de atenção em áreas de encosta e outros pontos considerados vulneráveis.


Previsão e volume registrado

A diferença entre o volume previsto e o efetivamente registrado também evidencia a dificuldade de antecipar com precisão a intensidade de episódios de chuva.


De acordo com o levantamento publicado pelo Correio Juquery, a instabilidade que atingiu a região esteve associada à passagem de uma frente fria e de um ciclone extratropical.


Com 165 milímetros acumulados em três dias, Mairiporã recebeu em um único fim de semana um volume de chuva equivalente a praticamente dois meses de setembro quando considerada a média histórica mensal.


Fontes: Correio Juquery; Prefeitura de Mairiporã/Coordenadoria Municipal de Defesa Civil; Plano Preventivo de Defesa Civil de Mairiporã; Climatempo; Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

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