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Brasil terá novo remédio contra o Alzheimer, mas acesso ainda é desafio

  • Foto do escritor: Ravier
    Ravier
  • 22 de abr.
  • 1 min de leitura

Uma nova alternativa no combate ao Alzheimer começa a chegar ao Brasil cercada de expectativa, e também de preocupação com os custos. O medicamento lecanemabe, que será comercializado com o nome Leqembi, tem previsão de chegar às farmácias no fim de junho de 2026, voltado para pacientes em estágio inicial da doença.


Foto: Correio do Estado


Desenvolvido pelas farmacêuticas Eisai e Biogen, o tratamento foi aprovado no país em dezembro de 2025 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O preço foi definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), estabelecendo valores que podem variar entre R$ 8.108,94 e R$ 11.075,62 por mês, dependendo da carga tributária estadual.


Foto: IG Saude

Cada aplicação do medicamento custa, em média, cerca de R$ 5.500, o que torna o tratamento um desafio financeiro para a maioria dos brasileiros. Especialistas apontam que, apesar do avanço científico, o alto custo pode limitar o acesso, principalmente na rede privada, enquanto ainda não há definição sobre eventual incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).


O lecanemabe atua diretamente nas placas de beta-amiloide no cérebro, proteínas associadas à progressão do Alzheimer, e tem como objetivo desacelerar o avanço da doença, oferecendo mais qualidade de vida aos pacientes nas fases iniciais.


A chegada do novo medicamento representa um marco no tratamento da doença no Brasil, mas também levanta debates importantes sobre acesso, políticas públicas e sustentabilidade do sistema de saúde diante de terapias inovadoras e de alto custo.


Fonte: Correio do Estado, Ig Saude

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