Tragédia em Minas Gerais: chuvas intensas deixam dezenas de mortos, desaparecidos e milhares deslocados
- Ravier

- há 12 horas
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Chuvas intensas em Minas Gerais deixam pelo menos 46 mortos, dezenas de desaparecidos e milhares deslocados; estado emite alerta vermelho e busca continua nas áreas mais afetadas.
A região da Zona da Mata Mineira enfrenta uma grave crise humanitária após fortes chuvas que atingiram o estado desde a última segunda-feira (23). Os temporais provocaram inundações, deslizamentos de terra e danos generalizados, resultando em dezenas de mortes e centenas de pessoas desabrigadas.

Fonte: Silvia Izquierdo/AP - MidLand Daily News
As autoridades estaduais e municipais têm atualizado constantemente os números conforme avançam as operações de resgate e levantamento dos impactos. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, o número de mortos subiu para pelo menos 46, com pelo menos 21 pessoas desaparecidas nas cidades de Juiz de Fora e Ubá. Aproximadamente 3.600 pessoas foram deslocadas, muitas das quais tiveram suas casas destruídas ou tornaram-se inacessíveis devido às cheias.
Juiz de Fora, um dos municípios mais afetados, registrou chuvas recordes em fevereiro, com volumes de precipitação que mais do que dobraram a média histórica mensal, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A intensidade e a duração das precipitações levaram ao transbordamento de rios e ao soterramento de encostas, agravando os riscos de novos deslizamentos.
Impactos e respostas:
Deslizamentos: vários bairros foram tomados por deslizamentos que sepultaram casas e bloquearam estradas, dificultando o acesso às áreas mais isoladas.
Calamidade pública: autoridades locais decretaram estado de calamidade para agilizar o envio de recursos federais e estaduais destinados à assistência humanitária e reconstrução.
Alerta contínuo: o Inmet manteve alerta vermelho de risco de chuva intensa para partes de Minas até o fim da semana, com previsão de mais episódios de precipitação forte.
Desabrigados e desalojados: milhares de famílias perderam suas residências e dependem de abrigos públicos, especialmente em Juiz de Fora, onde escolas foram adaptadas para acolhimento emergencial.

Fonte: Silvia Izquierdo/AP - MidLand Daily News
Equipes de resgate compostas por bombeiros, defensores civis e voluntários continuam as operações de busca por desaparecidos, enquanto órgãos estaduais e federais enviam apoio logístico e suprimentos essenciais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade às vítimas e autorizou a mobilização de forças de defesa e serviços de saúde para reforçar o atendimento nas áreas mais afetadas.
Especialistas apontam que eventos extremos como o atual podem estar associados a padrões climáticos intensificados e à maior frequência de precipitações extremas durante o verão brasileiro (dezembro a março), período tipicamente de forte chuva no Sudeste. A população de áreas vulneráveis, muitas vezes em morros e encostas instáveis, continua em risco enquanto persistem condições meteorológicas adversas.



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